7 de abr. de 2011

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   O fundador do confucionismo e o mais notável mestre e filósofo da China chamava-se K'ong Fu-tse, em chinês, daí o nome Confúcio.
   Nasceu no Estado de Lu em 551 a.C., e diz que, para obter a graça celeste de uma gravidez, sua mãe teria realizado uma peregrinação à montanha Ni-Kieou. Lá, a vegetação abriu-se à sua passagem e ela encontrou cinco personagens e um unicórnio, animal benfazejo: as cinco personagens eram representativas da madeira, fogo, terra, metal e água. Foi-lhe então revelado o nascimento de um filho, futuro “rei sem coroa”.
   O relato da infância de Confúcio apresenta-o como uma criança exemplar, desde cedo interessada nos ritos e tradições.
   Ainda bem jovem, conquistou discípulos até mesmo entre os senhores de Lu, tendo também exercido cargos importantes no Estado; intransigente, porém, aos seus princípios, Confúcio abandonou diversas vezes funções de importância, trocando-as pelo estudo e comentários dos livros sagrados.
   Passou quase toda a sua vida à procura de um “príncipe sábio” que o tomasse por conselheiro e realizasse um governo de acordo com suas orientações.
   Aos 55 anos de idade, Confúcio visitou Estados vizinhos, falando aos senhores feudais sobre suas ideias: foi recebido como um erudito, mas nenhum dos governantes pensou em por suas ideias em prática.
   Voltou para casa com a intenção de concentrar-se no ensino, onde foi bem-sucedido: alguns dos seus alunos atingiram posições de autoridade que o próprio Confúcio foi incapaz de alcançar.
   Seus discípulos comportaram-se sempre como ministros à espera de um dignitário, porém Confúcio morreu em 479 a.C. sem jamais ter ocupado um alto cargo do Estado.
   Depois de sua morte, os discípulos se dividiram em, pelo menos, oito seitas diversas. Muitos deles tornaram-se professores famosos, ministros de Estado, governantes e tutores de reis.
   Eram disputados por serem os únicos a conservar em suas escolas uma disciplina regular de treinamento para o serviço público. A doutrina confucionista procurava sobretudo elaborar um sistema político baseado em conceitos religiosos que idealizavam o passado de uma China gloriosa.
   Porém, nesse tempo, seus discípulos começaram a vulgarizar e distorcer o confucionismo, inventando lendas e tradições, bem como alterando a doutrina para conciliá-la com as outras correntes intelectuais, ou para torná-la mais agradável aos poderosos, às custas dos quais viviam. Somente depois de sofrer profundas modificações, o confucionismo veio a triunfar na China por volta do século II a.C.
   Quando adotado como religião oficial do Império, o confucionismo apresentava-se com conteúdo, conceitos e normas mesclados a crenças animistas.
   Confúcio foi venerado nos templos e elevado à categoria de deus, em 1906, pelos soberanos da dinastia Manchu.
   Aqui mesmo no Brasil, nos dias atuais, há muitos lares com uma pequena estatueta de Confúcio, e, principalmente de Buda.
   Estas são as principais doutrinas confucionistas:
   Resposta Bíblica
DEUS
Em Confúcio, a ideia de Deus aparecia definida, sobretudo como um princípio cósmico imaterial denominado “Tien”.
Admitia-se também a ideia de Deus como Tao (caminho) que assumiu o aspecto de uma lei sobrenatural, determinante das relações cosmos-sociedade e realizada através da prática de ritos inflexíveis.
O CÉU
Era como uma natureza reguladora de tudo o que existe no mundo. Assim, o céu regulava todos os acontecimentos e atos humanos, punindo ou recompensando cada um de acordo com a sua sabedoria para compreender os fenômenos do céu, que é quase sempre uma testemunha silenciosa dos seus atos.
AS DIVINDADES
Embora o homem do povo acreditasse na harmonia cósmica, não deixava também de venerar os mais diversos poderes sobrenaturais.
Cada divindade possuía uma função específica: havia desde espíritos protetores das casas, caminhos e cidades, até espíritos conselheiros dos deuses no governo do mundo.
O HOMEM
Confúcio era racionalista.
Suas ideias foram, com o tempo, obtendo caráter místico, de acordo com as interpretações de sua doutrina.
O homem compunha-se de um fluido celeste, o “Shen”, e de um atributo grosseiro, o “Kruei”. Esses, formavam a alma e só se desligavam muito tempo depois da morte.
HARMONIA CÓSMICA
As forças celestes, a terra e o homem correlacionam-se. Estas são palavras do próprio Confúcio:
“Há uma correspondência íntima entre o céu no alto e o povo embaixo. Quem reconhecê-la no fundo de si mesmo torna-se verdadeiramente um sábio”.
ORDEM CÓSMICA
O yin, princípio feminino negativo e o yang, princípio masculino positivo, embora contrários, se complementam e se equilibram. Geram todos os elementos do cosmos.
Impulsionam os cinco estados mutativos da natureza, através do chamado princípio de destruição: a terra absorve a água, a água apaga o fogo, o fogo derrete o metal, o metal corta a madeira, a madeira trabalha a terra.
O ser humano pulsa ritmicamente com todo o universo, e os fenômenos do céu repercutem na sua vida física, moral e espiritual através dessa orientação natural e cósmica.
Como intermediário entre o céu e a terra, o Imperador chinês completava com a sua sabedoria, a harmonia celestial.
O ESTADO
Para Confúcio, o Estado era uma empresa cooperativa visando o bem-estar e a felicidade geral, organizado em benefício da comunidade de acordo com a harmonia e a ordem cósmica.
Um governo eficiente deve dispor de armas e alimentos suficientes além da confiança de todo o povo. A confiança do povo era mais importante.
   Resumindo, o confucionismo visa um Estado perfeito onde todas as forças, inclusive as celestes, contribuam para a formação desse Estado; ao contrário do que diz o Senhor Jesus:
   “Buscai, antes de tudo, o Seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas.” (Lucas 12.31)
   Finalmente, não foi difícil ao comunismo de Karl Marx, que prega doutrina semelhante, penetrar e dominar a China até aos dias de hoje. No início da década de 1970, logo após a chamada “revolução cultural” daquele país, Confúcio passou a simbolizar para o regime influências reacionárias no plano cultural e filosófico.
   Como nem só de pão vive o ser humano, a fome espiritual cresceu na China, e hoje é um dos lugares em que a Igreja do Senhor Jesus mais cresce na terra, não como “igreja oficial”, mas de casa em casa.

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