A Invasão de Israel (Parte 3)
Continuando nosso estudo da profecia de Ezequiel, vimos que essa guerra será liderada pela Rússia (Gog, Magog, Meseque e Tubal), e que participarão da ação a Pérsia, Cuxe, Pute, Gomer e Togarma.
Também vimos que a Pérsia é o Irã; Cuxe é a Etiópia; Pute é a Líbia; Gomer pode ser identificado com a Alemanha ou a Europa Oriental; e Togarma seria a Turquia.
Depois de estudar a Rússia, ficamos de tentar responder se tal coligação de países numa invasão armada a Israel seria possível , pois a Etiópia, por exemplo, não parece ser capaz de participar de uma guerra externa, mas… e A LÍBIA ?
Depois de passar boa parte dos anos 1980 na lista negra das nações que apoiavam organizações terroristas, a Líbia mudou de estratégia e tentou vender ao mundo a imagem de nação civilizada.
Liderado há décadas pelo ditador Muammar Khadafi (famoso em outros tempos por financiar, treinar e abrigar movimentos terroristas dos mais diversos matizes), o país procurou se reaproximar das nações chamadas “desenvolvidas” e democráticas, e Khadafi foi visto ao lado de luminares como, por exemplo, Nicolas Sarkozy.
Os líderes ocidentais, sempre de olho no petróleo, esqueceram-se momentânea e convenientemente de que Khadafi esteva por trás do atentado que destruiu, no ar, um Boeing 747 (Jumbo) da Panam, próximo à cidade de Lockerbie, na Escócia, matando centenas de pessoas.
Ele também foi figurinha carimbada durante a Guerra do Líbano, na década de 1980, quando Israel se viu forçado a invadir o país vizinho, a fim de tentar acabar com os terroristas do Hezbollah – situação bem similar à atual, quando a ação se deslocou para o sul e o inimigo se chama Hamas.
Khadafi, num esforço para se tornar simpático ao Ocidente, reconheceu e assumiu a ação terrorista e pagou somas milionárias às famílias das vítimas de Lockerbie, como forma de indenização.
Porém também buscava reatar laços diplomáticos rompidos desde quando fazia parte (junto com o Irã dos aiatolá Khomeini e a União Soviética de Brejnev) do então “eixo do mal”, como foi chamado por Ronald Reagan.
Nada disto funcionou e Khadafi foi pego no meio da onda de revoltas que parece varrer o Oriente Médio: no momento em que escrevemos estas linhas, encontra-se desaparecido, enquanto os “rebeldes” já controlam praticamente todo o país, com apoio da aliança militar ocidental (sem a qual, aliás, Khadafi continuaria tranquilo e feliz com seus charutos, seus cachorros, suas esposas e seus castelos).
AS QUESTÕES em relação ao Egito também se aplicam à Líbia e não se sabe ao certo qual a direção que o novo governo tomará: transformarão o país numa democracia “à europeia” (nos moldes neoliberais) ou entrarão no caminho do radicalismo islâmico, à moda do Hamas?
Ninguém sabe até onde vai o desejo dos líbios por democracia e pela autodeterminação dos povos, conceitos que se aplicam a todas as nações… menos quando o assunto é Israel.
Todos os árabes e muçulmanos querem Jerusalém, ignoram a história judaica e pregam a completa extinção do Estado Judeu… se houver alguma exceção, por favor, me avisem!
Basta dizer que Trípoli, assim como Beirute e o Cairo, sempre foi, em anos passados, o que é hoje o Afeganistão e a Faixa de Gaza: esconderijo de terroristas, arsenal de onde saem bombas e mísseis para atentados e refúgio dos inimigos de Israel… estou mentindo?
De acordo com a agência de notícias russa Interfax, há uns dois anos atrás a Líbia negociou a compra de armas russas:
“Um acordo prevendo a conclusão da compra de um enorme carregamento de armas, valendo mais de 2 bilhões de dólares, pode ter sido feito durante a visita de Khadafi a Moscou”, disse uma fonte não-identificada da indústria armamentista à Interfax.
Tanto a embaixada da Líbia em Moscou quanto a exportadora russa de armas se recusaram a comentar.
Navios de guerra russos visitaram a Líbia indicando o estreitamento dos laços entre Trípoli e Moscou, que apoiou Khadafi durante a era soviética.
A Líbia possui sistemas de mísseis terrestres, como o S-300, o TOR-M1 e Buk, assim como vários aviões de guerra, dezenas de helicópteros e cerca de 50 tanques, disse a fonte consultada pela Interfax.
Segundo a agência, sabe-se de contratos para modernizar as armas líbias da época soviética: a Líbia negociou outros 4,5 bilhões de dólares em dívidas com a Rússia pela compra de armamentos.
Muitas dívidas da época soviética são difíceis de mensurar, por terem sido feitas em rublos soviéticos.
Fonte: Guy Falconbridge e Agência Reuters, 20 de outubro de 2008
QUE FINALIDADE será dada aos armamentos do exército líbio?
De mãozinhas dadas com a OTAN, não restam ameaças externas à Líbia: ao contrário do que se pensa, a União Europeia (e não as nações árabes ricas) é a principal financiadora dos palestinos.
A OTAN não se permitiria perder novamente o acesso aos poços de petróleo e, com certeza, os defenderá com unhas e dentes.
Então, o único inimigo externo da Líbia seria… Israel!
Motivos não faltam: “socorro” a seus “irmãos palestinos”, por exemplo, é razão mais do que suficiente para formar uma coalização anti-Israel junto com os outros árabes e muçulmanos.
E a isso, muito provavelmente, a ONU não se oporia, com a maioria dos países membros a favor da criação do Estado Palestino (como vemos diariamente nos noticiários), de modo que a “solução final” de Hitler – o extermínio dos judeus – ainda é, hoje em dia, um sonho para muitos árabes/muçulmanos.
Veja, no mapa ao lado, onde é território que os palestinos, com apoio de outros muçulmanos (como os líbios) desejam.
Veja se nesse mapa há lugar para judeus…
Uma guerra total de coalizão contra Israel é tudo que os muçulmanos querem, assim como somente uma “coalizão” conseguiu destronar Khadafi.
Já tentaram isso antes, em 1967 e 1973, quando Egito e Síria formaram a R.A.U. (República Árabe Unida) e foram fragorosamente derrotados… pode ter certeza de que os árabes tentarão de novo, numa aliança mais ampla.
Resta saber até que ponto os Estados Unidos (enfraquecidos política, econômica e diplomaticamente) conseguirão segurar a maré anti-Israel…
NOTA: não somos contra a criação do Estado Palestino, pois a autodeterminação dos povos é um conceito sagrado da democracia e da diplomacia internacional, embora as potências ocidentais se achem no direito de meter o pé na porta de qualquer um em nome de seus “valores” e interesses.
Agora, um Estado palestino com capital em Jerusalém, historicamente capital de Israel há 3000 anos, retorno às fronteiras de antes da Guerra dos 6 dias (1967), retirada dos colonos judeus… aí já é assunto para se discutir longamente em outro artigo: basta dizer que árabes e/ou muçulmanos controlam 24 nações na região… 99,5% por cento do total das terras do Oriente Médio, enquanto cabem a Israel só 0,5% deste mesmo mapa.
Porque ninguém cogita ceder parte de seu vasto território aos “irmãos palestinos”?
O Egito, por exemplo, poderia ceder o Sinai (que é ali, pertinho de Gaza!) e ainda poderia usar o território do Estado Palestino assim constituído como “tampão” entre si e Israel.
Temos ainda a Síria, que poderia ceder a Transjordânia aos seus queridos irmãos “sem terra”…
E, por falar em Síria, como aperitivo para o próximo capítulo, lembre-se que até mesmo a Turquia, aliada histórica de Damasco, já começa a criticar o governo de Bashar Al Assad, sinalizando que uma mudança de rumos seria bem-vinda.
Só que, curiosamente, a Síria não é citada na profecia de Ezequiel sobre a invasão de Israel… e isso também pode encontrar explicação na própria Bíblia, mas fica para outro dia.
Comentários
Postar um comentário
ATENÇÃO!
Fico feliz por você estar desejando registrar um comentário, porém peço que (principalmente caso vá praticar qualquer tipo de retaliação), pense bem antes de fazê-lo:.
1. A partir de 22/07/2011 restringi (no intuito de impedir mesmo) os comentários neste formato (arcaico e nativo do blogger), pois estão relacionados às postagens antigas: o assunto pode até ser atual e pertinente, mas definitivamente não está no centro das atenções do autor.
2. Este formulário só aparece para permitir a leitura dos comentários anteriores... já leu para ver se sua dúvida não foi respondida? Tem certeza que sua pergunta é inédita e exclusiva? Se for, então pode me enviar um e-mail:
teophilonoturno@gmail.com
3. Provavelmente o que você leu foi baseado na Bíblia ou em fatos, NÃO em opiniões pessoais (busque referências bíblicas!!!). Se você "caiu de pára-quedas" aqui não comece a metralhar sem conhecer o posicionamento do autor através de seus outros textos, pois comentários descabidos e sem fundamentação serão desconsiderados!
4. Sem dúvida o texto não contém ofensas pessoais e muito menos palavras torpes (não escreva ofensas, palavrões, bobagens...).
5. Muito provavelmente você vai encontrar sérias dificuldades para apagar seus comentários daqui caso algum dia venha a se arrepender de tê-los feito: meu trabalho é registrar fatos e, depois que você pressionar o botão enviar, suas próprias palavras poderão testemunhar contra você.
Obrigado pela atenção.